desanuviando a cabeça

Hoje estou com dificuldade de ficar sem ouvir ou assistir a alguma mídia. Meu teclado está com dificuldade em aceitar o s que escrevo e isso me irrita profundamente. Tudo o que vejo no youtube não me agrada e, na falta de agradar, assisto qualquer coisa pra passar o tempo. Isso também me irrita. Estou mesmo um porre hoje, uma chata. Mas quem não tem dias assim?

Pode ser porque também estou gripada e mesmo de atestado tive que trabalhar de casa o dia inteiro porque t u d o  é  u r g e n t e.

Apesar da irritação gratuita (ou nem tão gratuita assim), me veio de repente um sentimento de nostalgia da já esquecida época dos blogs que, apesar de eu ter certeza de que haviam também os mesmos momentos de desagrado e irritação por, às vezes, não encontrar textos que me interessassem, nesse momento não me vem à memória tais eventos.

A nostalgia é maldita, às vezes. Ela maquia o passado, esconde o desagrado e faz a gente querer tanto aquilo de volta, e eu sei perfeitamente que aquilo já morreu e hoje ainda tenho excelentes opções para substituí-la, e, ainda sim, nada a substitui. Mas enfim, o que seria "aquilo" mesmo?

Saudade de autenticidade, saudade de ser surpreendida com a mente das pessoas e seu poder de criação com identidade. Não deve pagar bem. Mas que saudade de quando não era tudo sobre dinheiro, apesar de tudo ser sobre dinheiro. Mas é mesmo? Tudo sobre dinheiro? Deveria ser?

Me lembrei que a dois anos usava este blog como um diário para falar do livro que estava escrevendo, mais um que acabou na gaveta da inconclusão. E a oito ou dez anos eu usava para escrever capítulos da uma história minha e que meus colegas do ensino médio e professores liam e me davam poderosos feedbacks.

Arquivei tudo. Agora vou escrever umas coisas que estou com vontade de escrever, até a cabeça desanuviar e eu sair do automático.

Neste momento, desanuviou.

Tem alguém aí?


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